Logo colorido da Capivara REPUBLICA, com o texto 'Capivara' escrito em letras grandes, douradas e descontraídas, e 'REPUBLICA' em letras igualmente douradas, garantindo um visual divertido e amigável.

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  • Não bombardeie as escolas!

    Não bombardeie as escolas!

    Era uma aula comum. Uma professora, crianças curiosas, uma lousa preenchida com fórmulas sobre partículas e estabilidade gravitacional.

    Então a porta da sala se abriu.

    Uma mulher entrou, trajada em roxo, de luxuosas vestes religiosas, numa postura de quem nunca duvidou de nada na vida. Uma certeza que, por ser absoluta, dispensava qualquer argumento:

    “Você não está ensinando ciência.”
    “Você está ensinando blasfêmia.”
    “E eu não posso permitir que isso continue.”

    Isso é Star Trek. Especificamente o episódio final da primeira temporada de Deep Space Nine, em 1993. A mulher nas vestes é Vedek Winn.

    Mas você não estava pensando no Quadrante Gama. Você estava pensando aqui.


    O meu gênero favorito é o da ficção científica e, o seu segredo melhor guardado é que sempre fala sobre o agora. Usa aliens e naves como disfarces para dizer verdades que, se ditas diretamente, encontrariam muros altos demais.

    A Vedek Winn não é uma alienígena. Ela é um arquétipo com CNPJ.

    Winn é carismática e provavelmente sincera, na medida exata em que a sinceridade lhe é conveniente. Ela fala pelos fiéis, nunca com eles. O conflito que ela fabrica não tem como objetivo resolver uma dúvida teológica: tem como objetivo posicioná-la no centro do tabuleiro de poder.

    O alvo nunca é o que parece ser o alvo. A escola é o pretexto e a ciência, o demônio de aluguel. O que está em jogo é o controle do comum: o que se disfarça de salvação é, na verdade, ambição crua.

    O real inimigo de Winn não é a professora, e sim, o seu rival pela liderança espiritual de Bajor.

    Para eliminá-lo, ela precisa de uma crise.

    Para fabricar a crise, ela usa a fé genuína do povo como combustível para um incêndio que ela mesma planejou: uma bomba na escola, os detectores de arma desativados no silêncio, uma devota radicalizada com uma arma escondida.

    E Winn? Enquanto o fogo queima, Winn permanece do outro lado da estação, com as mãos impecavelmente limpas:

    “Os Profetas falaram. Respondi ao chamado deles.”


    A personagem mais tragicamente humana do episódio não é a professora corajosa, nem o comandante justo. É a bajoriana Major Kira Nerys.

    Kira é a resistência: sobreviveu a uma ocupação brutal; seu povo foi alvo de escravização, mutilações e genocídio, e tem fé real nos Profetas. Quando Winn chega com o discurso sobre a “ameaça à alma do povo”, Kira declara sem hesitar: “Ela tem o meu apoio.”

    Não porque Kira seja ingênua, mas porque a sua dor é real. Porque a identidade que Winn diz defender é a identidade da própria Kira. É extraordinariamente difícil separar a fé que você carrega no peito do projeto de poder que resolveu instrumentalizar essa mesma fé.

    Isso não é fraqueza. É o que acontece quando a manipulação é sofisticada o suficiente para se parecer com cuidado.

    No final, Kira vai até o Comandante e confessa, quase num sussurro:

    “Você estava certo. Sobre os bajorianos… pelo menos sobre mim.”

    O Comandante responde, olhando para o vazio do espaço:

    “Talvez tenhamos progredido um pouco, afinal.”

    Não há triunfo, há um final de exaustão honesta.

    • A professora continua ensinando sob olhares furtivos.
    • Winn nunca é processada; ela sobe na hierarquia.
    • O povo, usado como peão no jogo das sombras, volta para casa sem entender onde o sagrado termina e a política começa.

    Em 1993, os roteiristas de Star Trek usaram um povo, um espaço e uma religião imaginários para dissecar algo que nunca foi ficção.

    Trinta anos depois, um Deputado acusava uma professora da rede pública do Distrito Federal de induzir alunos a “rituais de magia” durante aula de História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena. A “Estação Espacial” continua sendo loteada por mercadores da fé.

    A Vedek Winn vive com outros nomes, outras gravatas, outras redes sociais e outras bancadas, ainda de pé. Impecável. De mãos limpas.

    A ficção científica sempre soube, a gente é que demorou para entender o roteiro.

  • O Feriadão da Crise de Identidade

    O Feriadão da Crise de Identidade

    Se o Brasil fosse um grupo de WhatsApp, o dia 21 e o dia 22 de abril seriam aquele momento em que o administrador e o penetra começam uma briga generalizada. A gente não se ilude com o feriado: a gente sabe que, entre uma folga e outra, o que rola é um flashback de um relacionamento abusivo que dura 500 anos.


    21 de Abril: O cara que tentou mudar a senha do Wi-Fi

    Tiradentes, o nosso Alferes favorito (e o único que a gente conhece), foi basicamente o primeiro brasileiro a cansar de pagar um boleto que não era dele. Portugal era aquele “sócio” que levava 20% de tudo (o famoso Quinto, que hoje em dia a gente chama de imposto, mas na época era só extorsão mesmo) e não devolvia nem um asfalto decente em Vila Rica, atual Ouro Preto, e sede do governo da Capitania das Minas Geraes na época.

    Tiradentes não queria ser mártir, ele só queria que a gente parasse de ser a fazendinha particular da Europa. Ele tentou romper o “pacto colonial” — que é um nome chique para: “eu produzo, você leva e eu ainda te agradeço”. O problema é que, como todo mundo que tenta peitar o sistema antes da hora, ele acabou virando peça de decoração na rodovia que ligava as Minas Geraes (com e mesmo) ao porto de Paraty, no Rio de Janeiro.


    22 de Abril: O “Descobrimento” ou o GPS quebrado de Cabral

    Aí, logo no dia seguinte, a gente finge que comemora o “Descobrimento”. Vamos ser sinceros? Se você chega na casa de alguém, a pessoa já está lá, jantando, e você diz: “Achei essa casa! Agora é minha e você vai trabalhar pra mim”, isso não é descoberta. É invasão domiciliar.

    Imagem de um personagem de desenho animado, um pica-pau, sorridente e segurando um bastão com a palavra "Diálogo" escrita. Ao fundo, há a frase: "Vamos Resolver isso no diálogo".

    O pessoal fala de “encontro de culturas” para não dizer que foi um “arrastão transatlântico“. O plano era simples: entrar, pegar o que brilha, levar a madeira e, se os donos da casa reclamassem, o “diálogo” era na ponta da espada. A lógica de tratar o Brasil como um almoxarifado começou ali e, convenhamos, a gente ainda não aprendeu a fechar a porta.


    A Lógica que não sai do nosso extrato

    O pior de tudo não é a história, é como a gente continua repetindo o erro. A lógica perversa que a gente não muda é essa mania de achar que o Brasil é só um lugar para tirar coisa e mandar para fora.

    Naquela época: Mandava ouro, pau-brasil e cana de açúcar.

    Hoje: Manda soja, ferro e petróleo bruto, e depois compra a gasolina, carros e a ração para gado de quem comprou da gente.

    A gente continua sendo o país que vende o almoço para comprar a janta com juros. Tiradentes tentou avisar que o prejuízo era grande, mas a gente ainda olha para o “descobridor” como se ele tivesse feito um favor de trazer o espelhinho.

    Resumo da ópera: O 21 de abril é o dia de quem tentou dar o grito de “chega!”. O 22 de abril é o dia de lembrar que, se a gente não cuidar, sempre vai ter um “turista” querendo levar até o nosso café da manhã embora.

    Dica da Capivara: Aproveite o feriado, mas não esqueça que, no fundo, a gente ainda está tentando entender por que o boleto de Portugal ainda parece estar chegando no nosso e-mail todo mês.

  • GG WP para as nossas Capivaras, hoje e todos os dias!

    GG WP para as nossas Capivaras, hoje e todos os dias!

    Hoje o calendário do servidor marca o dia 8 de março, o Dia Internacional da Mulher. Mas se tem uma coisa que a gente sabe muito bem nas nossas runs diárias, no lobby e no Discord, é que o impacto e o valor de vocês não se resumem a um evento sazonal com data para acabar.

    A gente entende que ser mulher — seja no cenário gamer ou no hard mode da vida real — exige a famosa tranquilidade e carisma de uma capivara, mas também a resiliência inabalável de quem tanka a frontline todos os dias contra todo tipo de adversidade.

    Vocês são as nossas IGLs que guiam a call, as suportes que salvam o esquadrão no último segundo, as duelistas que abrem o pixel com coragem, e, acima de tudo, o coração e a alma da nossa comunidade.

    Por isso, essa mensagem não é apenas para dar os parabéns por hoje. É um lembrete oficial de que o reconhecimento, o respeito e o espaço de vocês não têm cooldown e nem data de validade. Não se trata apenas de mandar um “Feliz dia” no chat hoje, mas de valorizar a presença, a voz e as jogadas de vocês em absolutamente todas as partidas do ano.

    Obrigado por construírem a nossa REPUBLICA. Que os lobbies sejam cada vez mais seguros, que os drops sejam sempre lendários e que o respeito seja sempre a regra número um, de 1º de janeiro a 31 de dezembro.

    Continuem amassando! 🎮✨

  • Vamos jogar o Campeonato Overclock de CS2 neste sábado (28)!

    Vamos jogar o Campeonato Overclock de CS2 neste sábado (28)!

    A CAPY Academy já tem data e horário para entrar no servidor: sábado, 28 de fevereiro de 2026, às 16h (horário de Brasília). O confronto é válido pelas Quartas de Final do Campeonato Overclock de Counter-Strike 2, e a equipe aguarda o vencedor do play-in para conhecer seu adversário.

    Depois de uma campanha sólida e consistente no Campeonato da FkB, a CAPY Academy chega embalada para o mata-mata. Após algumas mudanças em nossa line-up, temos evoluído taticamente, e também bom controle econômico e execuções cada vez mais afiadas, fundamental em séries decisivas.

    Vamos jogar com o Nick (Capitão), JCczar, EletroLucas, TaTa e MotherOfHell (nossa querida Nath).


    MOMENTO DECISIVO

    As quartas de final marcam o início da fase eliminatória, onde cada round pode definir o rumo do campeonato. Entraremos com foco total, preparação estratégica e a confiança de quem vem construindo um projeto competitivo sério dentro do cenário.

    A expectativa é de um jogo intenso, com alto nível técnico e muita pressão. Em confrontos assim, detalhes fazem a diferença — e a Capivara já provou que sabe jogar sob pressão.


    📺 ONDE ASSISTIR

    A transmissão oficial será realizada pelo canal da Twitch.tv da BebaOverclock, com cobertura completa do campeonato.


    🗓 O EVENTO

    • Data: 28/02/2026
    • Horário: 16h (horário de Brasília)
    • Fase: Quartas de Final
    • Jogo: Capivara REPUBLICA vs. vencedor do Play-in
    • Transmissão: BebaOverclock

    A torcida é parte fundamental dessa caminhada. Acompanhe, compartilhe e nos apóie em mais um desafio rumo ao topo.

    🐾💙 Vamos juntos #vamoCAPY

  • Wallpaper de Fevereiro

    Wallpaper de Fevereiro

    ALEGRIA

    O Carnaval sempre foi sobre ocupação do espaço público, criatividade e comunidade. Ao retratar capivaras como protagonistas dessa festa, o wallpaper brinca com o imaginário coletivo brasileiro e reforça um dos pilares da Capivara REPUBLICA: levar leveza, ironia e identidade própria para tudo o que criamos.

    A escolha do cenário noturno, das construções coloridas e do ritmo da bateria cria uma atmosfera acolhedora e festiva, perfeita para acompanhar o mês mais animado do ano — seja no desktop, notebook ou setup gamer.

    Mais do que um papel de parede, o Wallpaper de Fevereiro é um convite para levar o espírito do Carnaval para o dia a dia. Ele funciona tanto como elemento estético quanto como lembrete visual de que a criatividade e a diversão também fazem parte da rotina.

    Seja para trabalhar, jogar ou simplesmente curtir o visual, a batucada das capivaras está pronta para desfilar na sua tela.

    Fevereiro é festa. Fevereiro é capivara.

    Baixe, use, compartilhe e entre no ritmo, Porque aqui, até o wallpaper sai no bloco. 🥁✨

  • Wallpaper de Janeiro

    Wallpaper de Janeiro

    ANO NOVO: CONSTRUÇÃO

    Janeiro se apresenta como um território em aberto — não vazio, mas cheio de possibilidades em movimento.

    Este caminho não é reto porque a construção verdadeira nunca é simples. Ele avança, retorna, contorna, se adensa no centro e segue adiante. Cada curva carrega tempo, escolha e aprendizado. Não há atalhos: há percurso. E é justamente nesse percurso que se forma o que permanece.

    O caminho se organiza em quatro eixos, como pilares de uma construção que não começa nem termina, apenas se fortalece.

    O eixo roxo, voltado ao interior, representa a origem do movimento. É o campo da consciência, da intenção e da escuta. Antes de qualquer ação, há reflexão. É nele que o ano começa de verdade: entendendo quem somos e o que queremos sustentar.

    O eixo azul, em direção ao avanço, traduz estabilidade e confiança. É o eixo do compromisso com o tempo, da constância que transforma planos em estrutura. Aqui, a construção deixa de ser ideia e se torna prática, passo firme após passo firme.

    O eixo verde, que emerge como transição, simboliza cuidado e renovação. É onde se ajusta o percurso, onde se aprende a preservar enquanto se cresce. Construir também é saber manter vivo aquilo que já foi erguido.

    O eixo amarelo-alaranjado, em expansão, carrega a força da ação e da esperança. É o impulso que projeta o caminho para fora, compartilhando o que foi construído. Representa fraternidade, presença e a energia que conecta o individual ao coletivo.

    Juntos, esses quatro eixos formam uma estrutura em fluxo contínuo. Um lembra, o outro sustenta, o terceiro cuida e o quarto projeta. Assim se constrói um novo ano: não como ruptura, mas como continuidade consciente — sólida, viva e em movimento.

    O centro não é um fim, mas um ponto de fortalecimento. É onde o fluxo se organiza, ganha espessura e sentido. Dali, tudo continua — mais firme, mais consciente. Construir é isso: permitir que a experiência transforme o trajeto em base.

    Desejos para o nosso 2026

    Que este seja um ano de construções conscientes.
    De caminhos que façam sentido.
    De bases firmes para paz, fraternidade e esperança — não como ideias abstratas, mas como algo que se constrói, dia após dia.

    Ilustração abstrata em fundo escuro com quatro caminhos luminosos e contínuos formando um percurso orgânico em espiral. As linhas apresentam cores em degradê — roxo, azul, verde e amarelo-alaranjado — convergindo para um centro sólido, simbolizando construção, equilíbrio, fluxo contínuo e caminhos infinitos para um novo ano

    tl;dr Influências empregadas

    🌀 Labirintos clássicos (Grécia/Creta)
    Caminho único e movimento para dentro e para fora
    🪢 Nós celtas
    A continuidade eterna, sem começo ou fim visível. Sem entrelaçar, sem aprisionar — apenas fluir.
    🧿 Grafismos indígenas e pré-colombianos da América do Sul (influência principal)
    Linhas fortes, ritmo visual, sensação de percurso. Menos ritual, mais movimento vivo.
    🧘 Fluxo vital e energia (chakras)
    Um centro que organiza, irradia e devolve. Não é símbolo fechado — é interpretação aberta.
  • Wallpaper de Dezembro

    Wallpaper de Dezembro

    IDENTIDADE QUE NÃO SENTE FRIO

    🎅🌴 O wallpaper de dezembro chegou… e não é no Polo Norte

    Esqueça neve, casaco vermelho e trenó. No hemisfério sul, até o Papai Noel troca o casaco por uma sunga.

    No wallpaper deste mês, nosso bom velhinho assume a forma mais honesta possível: uma capivara tranquila, de sunga verde e amarela, curtindo a praia em pleno Rio de Janeiro. Nada de Polo Norte, nada de frio — só areia quente, mar azul e aquele pôr do sol que explica por que dezembro, por aqui, é diferente.

    Esta arte celebra o Natal do hemisfério sul: calor, descanso, fim de ciclo e a certeza de que não faz sentido usar roupa de inverno quando o sol tá rachando. É a Capivara REPUBLICA lembrando que tradição também pode — e deve — se adaptar à realidade.

    📥 Baixe agora e leve esse espírito natalino versão verão direto pro seu desktop.
    💬 Curtiu? Poste um print do seu setup em nosso Discord com a tag #WallpaperCAPY
    📅 Mês que vem tem mais. E se tiver ideia de tema, manda — a república ouve.

    Ilustração cartoon de uma capivara sorridente surfando no mar ao pôr do sol, usando mochila e bermuda listrada, sendo puxada por três onças-pintadas brasileiras com arreios, correndo sobre a água, com montanhas e a cidade do Rio de Janeiro ao fundo.