O Newquay Zoo, no sudoeste do Reino Unido, anunciou a eutanásia de Johnson, uma capivara de nove anos, e Al (ou Al Capone, não confundir com a IA da era das máquinas), uma anta brasileira de 20, companheiras inseparáveis que dividiram o mesmo recinto por quase uma década. A decisão de eutanasiá-las foi tomada após avaliação veterinária apontar agravamento de problemas de saúde relacionados à idade, que comprometiam a qualidade de vida das duas.

Dois símbolos da nossa fauna — nascidos para correr livres em rios e matas da América do Sul — viveram e morreram confinados num cercado do outro lado do Atlântico. Não é apenas uma questão de bem-estar animal: é a nossa natureza tratada como curiosidade exótica, um reflexo do olhar colonial que transforma seres vivos em atração para visitantes que nunca foram seu habitat natural.
Se ao menos partiram juntos, tiveram um ao outro — algo que nem todo mundo tem.
Que fique a lição:
Todos precisam de um amigo. Nem que seja uma anta.






Deixe um comentário