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Tag: crise de hardware

  • FlashWeek: Semana 5

    FlashWeek: Semana 5

    A sua dose semanal de notícias quentes do mundo do hardware, games e tecnologia, com muito estilo capivara.

    Se você achou que 2026 seria o ano em que finalmente montaria aquele PC dos sonhos sem vender um rim, senta lá Claudia e segura o bolso. A realidade veio com um soco no estômago nos preços das memórias RAM e um adiamento na placa de vídeo. Mas nem tudo está perdido, ainda há luz no fim do túnel. Vamos às notícias.


    Crise do Hardware: Nada é tão ruim que não possa piorar

    Pois é, a escassez de componentes não só continua, como está piorando com entusiasmo.

    Capivara estressada carrega um módulo de memória enquanto se equilibra sob uma pilha alta de módulos de memória, em um ambiente de datacenter com servidores ao fundo. A capivara parece preocupada, com suor na testa, retratando uma situação cômica e animada

    GPUs: A Arca do Desapontamento

    Se você esperava pela RTX 50 Super ou pela próxima geração da Intel, temos más notícias e um pouco de drama corporativo:

    Palco com um fundo vermelho apresenta dois robôs, um verde e um azul, ao lado de uma capivara que está meditando. O robô verde, com o logotipo da NVIDIA, aponta para um calendário com um grande 'X'. O robô azul segura um baú trancado, simbolizando a Intel Arc. Todos parecem felizes e descontraídos

    Nem tudo são lágrimas: Confiabilidade em alta e firewalls contra IA

    Em meio ao caos, há dados reconfortantes e uma grande notícia para quem está cansado da intrusão da IA.

    Dados da Puget Systems mostram que, em 2025, a confiabilidade do hardware foi surpreendentemente boa:

    Gráfico de confiabilidade deCPU e GPU. A barra azul, representando a CPU, mostra uma confiabilidade de 99,75%, enquanto a barra verde, representando a GPU, indica 98,49%. Uma capivara simpático segura uma lupa ao lado do gráfico.
    • CPUs: Intel Core Ultra 200S e AMD Ryzen 9000 tiveram taxas de falha próximas de 2,5%. As Ryzen 9000 X3D foram ainda mais confiáveis: apenas 1.51%.
    • GPUs: As RTX 50 Founders Edition falharam em apenas 0.25% dos casos.
    • Placas-mãe: A Gigabyte B860M Aorus Elite Wi-Fi 6E ICE teve 100% de unidades funcionais.

    Respirem fundo: pelo menos o que compramos não queima tão facilmente.


    Vitória dos usuários: Firefox adiciona botão de “Desliga” para IA

    A Mozilla anunciou que o Firefox versão 148, com lançamento previsto em 24 de fevereiro, trará controles detalhados para desativar funções de IA no navegador. Tradução automática, chatbots, geração de texto — tudo controlável. Um pequeno, mas significativo, triunfo para a humanidade e para a sua privacidade.


    Um raio de esperança: HDs querem ser os novos heróis

    Pois é, os HDs podem voltar a ser interessantes. A Western Digital (WD) está desenvolvendo tecnologia de alta banda (HBDT) e atuador duplo, prometendo:

    • Capacidades de 50 a 100 TB (sim, você leu certo, Terabytes).
    • Velocidade de até 1.200 MB/s, rivalizando com SSDs em tarefas sequenciais.
    Capivara sentada ao lado de um disco rígido (HD) futurista com um padrão de luzes coloridas, no ambiente urbano e iluminado de uma cidade cibernética. O disco emite feixes de luz brilhante, enquanto edifícios altos e telões com imagens digitais estão ao fundo

    Aplicação inicial será focada em data centers, mas que pode aliviar a pressão no mercado de armazenamento.


    A mão humana por trás de GTA 6

    Imagem ilustrativa de GTA VI, com o título "Feito à Mão" em destaque. A arte mostra uma cidade vertical com diversos personagens estilizados realizando atividades variadas, como escalar prédios e explorar o ambiente, todos em um estilo de desenho animado. O fundo tem um tom sombrio e texturizado, complementando a estética urbana.

    GTA 6 mantém o lançamento para consoles em 19 de novembro de 2026 (a versão PC virá… algum dia). A Take-Two Interactive confirmou que nenhum conteúdo do jogo é gerado por IA criativa. Os mundos são “feitos à mão”, sendo a IA usada apenas em ferramentas internas. Um alívio para os puristas e um lembrete de que, no fim, boas histórias ainda são humanas.


    Estamos numa montanha-russa de más notícias, mas com alguns trilhos de esperança. A escassez de hardware vai doer, a IA vai tentar ser onipresente, mas pelo menos nossos componentes são confiáveis, um grande navegador nos dá controle e ainda temos jogos feitos por humanos.

    Mantenham-se firmes como uma capivara, atualizem o Firefox e reconsiderem aquele upgrade de RAM para 2027.

    Até a próxima, República!

    Este artigo é uma adaptação humorístico-informativa baseada em reportagens e comunicados oficiais das empresas e veículos citados.

  • RAM – engolindo sapos e outras marmotas

    RAM – engolindo sapos e outras marmotas

    O mercado de memória RAM entrou naquela fase conhecida do brasileiro: a de engolir sapo calado. Só que agora o sapo vem empanado, com preço em dólar e aviso de que vai ficar maior no ano que vem.

    Ilustração em estilo cartoon mostrando uma capivara triste, com lágrimas nos olhos, observando uma marmota engolindo um sapo verde. A marmota aparece animada, com a boca aberta, enquanto o sapo está parcialmente para fora. Cena expressiva e caricata, sem texto, pensada para fundo transparente.

    O que antes era só “memória subindo um pouco” virou um recado direto da indústria: ou você paga mais, ou fica para trás. Fabricantes já avisam sem cerimônia que os preços ainda vão piorar, e que 2026 deve ser o auge da pancada. Não é ameaça — é planejamento.


    A conta chegou (e não foi você quem fez)

    Em poucos meses, o preço da memória RAM e da memória flash de SSD disparou como se tivesse sido reclassificado para item de luxo. Para quem monta PC, faz upgrade ou só queria trocar aquela máquina cansada, a sensação é a mesma: algo está muito errado.

    O motivo é simples, embora ninguém goste de dizer em voz alta. As fábricas decidiram que é mais lucrativo abastecer placas de vídeo gigantes de datacenter, aquelas usadas para inteligência artificial, do que vender memória para PC comum, notebook ou console. O consumidor doméstico virou figurante.


    DDR4 ou DDR5? Escolha errada, de qualquer jeito

    Conforme vídeo do canal Lock Gamer, o dilema atual não é qual memória é melhor — é qual ainda dá pra pagar.

    Placa de trânsito amarela em formato de losango, contendo a inscrição: "Tem, mas já acabou..."

    A DDR4 continua funcionando muito bem, mas começou a ser tratada como tecnologia “indesejada”. Já a DDR5 é empurrada como o futuro inevitável, mesmo custando duas, três ou quatro vezes mais do que custava pouco tempo atrás. O upgrade, que deveria ser natural, virou um exercício de frustração.

    Resultado? Gente segurando plataforma antiga, reaproveitando peça, adiando compra e fazendo malabarismo técnico para não abrir a carteira.

    Créditos: PCPartPicker

    Quando a memória trava o mercado inteiro

    A alta da RAM não afeta só quem monta PC. Ela trava tudo. Fabricantes de placas-mãe já registram quedas de até 50% nas vendas. Menos placas-mãe vendidas significam menos processadores, menos upgrades e menos lançamentos relevantes.

    Em pleno fim de ano, quando o mercado normalmente ferve, o setor esfriou. Não por falta de interesse, mas por falta de coragem de pagar.

    Nos Estados Unidos, a situação ficou tão absurda que algumas lojas passaram a esconder o preço da memória, informando apenas no balcão. Virou cotação. Igual dólar, ouro ou carne em época de crise.

    Pergunte o preço… se tiver coragem. Com os preços de RAM dinâmicos, será mais uma empresa que Uberizou?

    Pagar mais para levar menos

    Para tentar não assustar o consumidor de vez, fabricantes de PCs começaram a cortar onde dá: menos memória de fábrica, especificações mais tímidas e preços finais ainda mais altos. O novo normal é pagar mais por máquinas piores do que as de dois anos atrás.

    E o aviso está dado: se a crise continuar, consoles, placas de vídeo, notebooks e até smartphones entram na mesma dança. Não por tecnologia, mas por falta de componente barato.


    O futuro? Engole o sapo e segue

    A promessa de normalização só aparece lá para 2027 ou 2028. Até lá, o consumidor vai continuar ouvindo que “agora não é a melhor hora”, enquanto o preço sobe mês após mês.

    No fim das contas, a crise da RAM não é sobre memória. É sobre quem a indústria decidiu priorizar. E, desta vez, não foi você.